domingo, 13 de outubro de 2013

Kali, a negra mãe do tempo


"Kali Ma, a deusa ancestral hindu é venerada na Índia como um arquétipo de Devi, a Grande Mãe, de quem tudo se origina e para quem todos devem retornar. Apesar de Kali ser na verdade uma deusa Tríplice: da criação, preservação e destruição, é este seu ultimo aspecto que é mais conhecido e – para nós ocidentais – o mais difícil de compreender e aceitar, por parecer primitivo e atemorizador. Representada como uma Deusa negra, nua, com os dentes à mostra e a língua de fora, adornada por uma guirlanda de caveiras e dançando vitoriosa sobre o cadáver de Shiva, o seu consorte, Kali desafia a imagem estereotipada da Mãe Divina bondosa e amorosa e desperta nossos medos atávicos da morte e do desconhecido.
No entanto, se procurarmos conhecer seus símbolos, ultrapassando a dicotomia conceitual do bem e do mal, poderemos paulatinamente perceber toda a beleza, plenitude e grandiosidade de Kali como sendo a própria Mãe do Tempo, cuja eterna dança entre a vida e a morte nos leva da destruição para a regeneração. Uma vez compreendida sua força e seu poder transformador, Kali nos oferecerá a libertação de todos os medos – inclusive perante a morte –, livrando-nos assim dos apegos, das fantasias e das ilusões.
(...)
Para as mulheres modernas, Kali oferece um arquétipo poderoso para despertar a sua combatividade, aprender a delimitar e defender seus espaços, lutar por seus anseios e objetivos e vencer os demônios dos medos. Reconhecendo a sombra da Mãe Terrível – em si e nos outros – elas também vão saber quando precisam usar a espada da destruição ou o lótus da compaixão.
Descobrir, aceitar, liberar e transmutar a raiva, admitir e libertar-se dos medos e das culpas, identificar e rasgar os véus das ilusões, são etapas necessárias para encarar as sombras, ultrapassar as limitações, trocar de pele e assumir o verdadeiro poder. Não o poder sobre os outros, mas o poder interior que mobiliza a vontade, quebra a inércia e liberta dos grilhões. Somente assim a mulher renascerá para uma nova compreensão e vivência do Sagrado em si, nos outros, na vida e no eterno feminino.(...)"
É difícil se liberar dos seus medos, suas prisões, conquistar seu espaço, expressar suas opiniões...É difícil mudar, é doído existir mas não vou desistir! Sinto-me pronta para lutar contra os meus fantasmas! Conheci o poder da Kali que existia em mim e eu nem sabia!!!!Estou me libertando de esteriótipos, muitos véus têm sido tirados na minha visão e tenho conseguido enxergar td com mais clareza e realidade...Achar o equilíbrio de ser bom, humilde, caridoso mas ao mesmo tempo não se deixar ser esmagado por egos, problemas, situações...Em seu livro "Yoga para nervosos", o professor Hermógenes fala sobre o conceito de AHIMSA (não-violência). Devemos evitar a agressividade e a ira porém deve-se ser enérgico qnd necessário e na medida certa."Para chegar a não ferir ninguém aprenda primeiro a não se deixar ferir por ninguém".

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