quarta-feira, 30 de outubro de 2013

É tanto...tanto....

Ouvi dizer que cada um tem seu tempo, e que o tempo corre diferente para cada pessoa porque ele é relativo. Bom eu não sei se isso é verdade, mas se for para mim ele está na velocidade da luz! Talvez pq eu não seja tão organizada, um pouco enrolada, talvez porque eu esteja passando por tantas mudanças, me perdendo, me encontrando e nessa os dias passam voando!A 2 últimas semanas passei um pouco em função do II Seminário Corpo, mente e consciência. Só pelo título já dá pra ter idéia o quanto combinada comigo e lá me senti em casa mesmo estando com pessoas de diversos cursos como psicologia, filosofia, medicina. Este seminario me estimulou muito a continuar lendo e pesquisando sobre os assuntos que me interessam como saúde, funcionamento da mente e do corpo, educação, yoga e ayurveda. Lá me senti muito mais em casa do que se estivesse cercada por pessoas que cursaram a mesma faculdade que eu. Mas enfim, o ápice foi a apresentação do trabalho que construí com a minha amiga e dupla forever Isabele! Entre tantos trabalhos importantes o nosso era o único que tratava de educação física e o único feito por alunas de graduação!Valeu a pena o estresse de fazer slide correndo pois ficamos sabendo em cima da hora que a apresentação seria em um auditório e não em poster como tínhamos escolhido. Foi bom rever a Camila, nossa orientadora, fundamental pra que o nosso trabalho tivesse prosseguimento! Ela é um doce, tão solicita, humilde mesmo com tanto conhecimento....
E pra finalizar com chave de ouro o último dia foi a palestra de Ayurveda....Simplesmente sensacional!!Achei que ia ouvir tudo que já sabia sobre doshas mas não! Descobri(na verdade já sabia disso, ms a gente se enganada) que comemos tudo errado, que até os naturebas e vegetarianos comem errado. O difícil é conciliar uma alimentação saudavel com essa vida corrida que temos,numa cidade estressante como o Rio onde o caos está sempre presente.É um desafio e pretendo tentar :)
Para finalizar, estou montando um trabalho sobre descoberta do corpo. Nossa tantas idéias borbulhando na minha cabeça, músicas, roupas...Tou até pensando em colocar algumas coisas aqui além de pensamentos, mas isso é mais para frente...Voltando ao trabalho, depois de 1 semana, estou certa do que apresentarei e este é um trecho da parte teórica...A prática só amanhã!Estou ansiosa!

domingo, 13 de outubro de 2013

Kali, a negra mãe do tempo


"Kali Ma, a deusa ancestral hindu é venerada na Índia como um arquétipo de Devi, a Grande Mãe, de quem tudo se origina e para quem todos devem retornar. Apesar de Kali ser na verdade uma deusa Tríplice: da criação, preservação e destruição, é este seu ultimo aspecto que é mais conhecido e – para nós ocidentais – o mais difícil de compreender e aceitar, por parecer primitivo e atemorizador. Representada como uma Deusa negra, nua, com os dentes à mostra e a língua de fora, adornada por uma guirlanda de caveiras e dançando vitoriosa sobre o cadáver de Shiva, o seu consorte, Kali desafia a imagem estereotipada da Mãe Divina bondosa e amorosa e desperta nossos medos atávicos da morte e do desconhecido.
No entanto, se procurarmos conhecer seus símbolos, ultrapassando a dicotomia conceitual do bem e do mal, poderemos paulatinamente perceber toda a beleza, plenitude e grandiosidade de Kali como sendo a própria Mãe do Tempo, cuja eterna dança entre a vida e a morte nos leva da destruição para a regeneração. Uma vez compreendida sua força e seu poder transformador, Kali nos oferecerá a libertação de todos os medos – inclusive perante a morte –, livrando-nos assim dos apegos, das fantasias e das ilusões.
(...)
Para as mulheres modernas, Kali oferece um arquétipo poderoso para despertar a sua combatividade, aprender a delimitar e defender seus espaços, lutar por seus anseios e objetivos e vencer os demônios dos medos. Reconhecendo a sombra da Mãe Terrível – em si e nos outros – elas também vão saber quando precisam usar a espada da destruição ou o lótus da compaixão.
Descobrir, aceitar, liberar e transmutar a raiva, admitir e libertar-se dos medos e das culpas, identificar e rasgar os véus das ilusões, são etapas necessárias para encarar as sombras, ultrapassar as limitações, trocar de pele e assumir o verdadeiro poder. Não o poder sobre os outros, mas o poder interior que mobiliza a vontade, quebra a inércia e liberta dos grilhões. Somente assim a mulher renascerá para uma nova compreensão e vivência do Sagrado em si, nos outros, na vida e no eterno feminino.(...)"
É difícil se liberar dos seus medos, suas prisões, conquistar seu espaço, expressar suas opiniões...É difícil mudar, é doído existir mas não vou desistir! Sinto-me pronta para lutar contra os meus fantasmas! Conheci o poder da Kali que existia em mim e eu nem sabia!!!!Estou me libertando de esteriótipos, muitos véus têm sido tirados na minha visão e tenho conseguido enxergar td com mais clareza e realidade...Achar o equilíbrio de ser bom, humilde, caridoso mas ao mesmo tempo não se deixar ser esmagado por egos, problemas, situações...Em seu livro "Yoga para nervosos", o professor Hermógenes fala sobre o conceito de AHIMSA (não-violência). Devemos evitar a agressividade e a ira porém deve-se ser enérgico qnd necessário e na medida certa."Para chegar a não ferir ninguém aprenda primeiro a não se deixar ferir por ninguém".

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Os professores, eu e a Helenit

Eita dias corridos...No meio da correria teve Caetano (adoro ele mas o show nem tanto), Festival do Rio ( Nebraska vale a pena ver e rever), Documentário sobre Helenita e Circo Marcos Frota. Maaaaaas nem tudo são flores e no meio da correria também tiveram professores massacrados,bombas e muito gás lacrimogênio!O que para mim foi assustador, ver a que ponto nossa sociedade chegou. Não bastam as péssimas condições de trabalho, o salário ridículo que ficou ainda mais ridículo com o corte no ponto dos grevistas, agora apanhar e levar gás na cara? E ainda ver a mídia colocando o povo contra as manifestações, contras os professores. É triste assistir a tudo isso. Dá vontade de realmente quebrar tudo. E os Black Bloc ainda saem como vilões da história. Contudo, basta parar um pouquinho para pensar que os vilões estão lá em suas casas na zona sul, desfrutando do dinheiro da população enquanto nós temos que enfrentar um transporte público de merda, a falta de educação do povo, a falta de estrutura da cidade, os hospitais sucateados e por aí vai...Enquanto tudo isso acontece vejo as pessoas se alienando cada vez mais, aceitando tudo que vem da mídia como verdade, assistindo a programação imbecializante da nossa TV.

Ok. Essa é a parte triste mas também tem coisa boa! Essa nova faculdade está mexendo demais comigo. Um novo viés para olhar para si e para o mundo, mais filosófico, poético, cultural e psicológico. Fico pensando por que passei 4 anos na Educação Física, um curso em que podia contar nos dedos as matérias que de fato me interessavam. Acredito que nada é por acaso e tudo é como tem que ser, então se foi assim, que bom! Esse tempo serviu para eu amadurecer e para eu conhecer o yoga e ir a fundo nessa prática! Prática que eu não consigo mais tirar de mim, que é um caminho sem volta. E aí cruzo diretamente com Helenita, no sentido figurado é claro!Heheheheh!Depois de algumas horinhas de engarrafamento consigo chegar. A princípio, olhei os primeiros movimentos e falei “Isso é yoga”. Logo em seguida uma participante do filme fala sobre Shiva Nataraja, E depois Mantra. E Depois chackra. E depois prana. E aí eu tenho ceteza: isso é yoga! Helenita acreditava nas mesmas coisas que eu! Ah, que felicidade!HihiHIhiHihih!Claro que ela trouxe para a gente muito mais do que isso: eram os conceitos do yoga, de energia, espiritualidade, emoções, tudo aplicado a dança, ao movimento. Que coisa mais linda! A partir daí a dança passa a ser para todos, assim como o yoga, pois passa a ser algo do interior para o exterior, algo que busca uma conexão com o universo e não algo simplesmente mecânico e estético. Conclui que estou no lugar certo e que Helenita é diva!